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Plano de Macrodrenagem apresenta nova etapa

Durante reunião, foram apresentadas recomendações de intervenções imediatas para minimizar cheias
28/06/2019 16:11

Na noite de quinta-feira foi realizada a apresentação de mais uma etapa do Plano Diretor de Macrodrenagem do município de Rio Negrinho. O levantamento tem como objetivo caracterizar as causas das inundações ocorridas no município e apresentar propostas de ações estruturais e não estruturais de controle de cheias, nos horizontes de curto, médio e longo prazo, com o objetivo de reduzir progressivamente a frequência, a intensidade e a gravidade das ocorrências de enchentes.

A elaboração do Plano Diretor de Macrodrenagem abrange os estudos através de cinco fases e ações, que incluem Levantamento de informações básicas; Análise e diagnóstico da situação atual; Recomendações de intervenções imediatas (ações de curto prazo); Proposta de ações prioritárias; e Plano Diretor de drenagem, macrodrenagem, e relatório síntese (dos produtos contratados). Ao todo, o projeto tem investimento de cerca de R$ 300 mil, com recursos do Governo do Estado, e obtidos pelo então prefeito Julio Ronconi quando ocupou a cadeira de deputado estadual no ano de 2016.

A apresentação ocorreu na Câmara de Vereadores e foi feita pelos engenheiros da empresa Lotus – vencedora do processo licitatório — Adriano engenheiro Adriano Augusto Ribeiro e Elton Koga, para um público formado por autoridades, empresários e comunidade residente nas áreas de alagamento. “Este é um projeto de fundamental importância, e que para que possamos buscar recursos nos governos do Estado e Federal, é exigido. Se chegarmos em Florianópolis ou Brasília dizer que precisamos de recursos para combater as enchentes de nossa cidade, a primeira coisa que perguntarão é se temos um Plano de Macrodrenagem. Somente com o plano, é possível ir atrás de recursos”, frisou Julio durante a audiência.

 

Etapas

Na apresentação, Elton Koga falou das fases de levantamento de dados, análise e diagnóstico da situação atual do município, e apresentou as recomendações de ações imediatas e de médio e longo prazo.

Entre ações consideradas imediatas, citou o Plano de Contingência já elaborado pela Prefeitura de Rio Negrinho, o disciplinamento do uso do solo nas áreas de alagamento, trabalhos de educação socioambiental, campanhas de inspeção e manutenção hidráulica, programas de ações locais como o incentivo ao reuso da água da chuva.

Já para as ações estruturais de médio e longo prazo, apresentou projeto para a criação de um dique na foz do rio Negrinho, para servir de barramento da água do rio Negro e que forma o remanso responsável pelas cheias que assolam a cidade, e ainda a construção de duas barragens a montante, uma no rio Negrinho e outra no rio dos Bugres.

De acordo com levantamento da empresa, a construção do dique com sistema de bombeamento custaria em torno de R$ 47,5 milhões. Já a construção das barragens custariam, cada uma, em torno de R$ 18 milhões. O dique, as duas barragens, mais as desapropriações necessárias necessitam de investimento de R$ 112.078.796,43.

 

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