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Projeto Aflorar segue embelezando o Museu Municipal Carlos Lampe

Em sua sétima fase, o projeto promoveu um encontro com homenagens aos participantes
03/10/2018 16:09

A alegria e colorido das flores já avisam que a primavera chegou no Museu Municipal Carlos Lampe. A ação do Projeto Aflorar, desenvolvido pela Prefeitura de Rio Negrinho, através da Fundação Municipal de Cultura, vem mobilizando os moradores da cidade com doações de plantas raras que cultivam em seus quintais. O projeto que recebe apoio da florista Ciliane Augustin, da Ornato Jardins, busca criar um jardim de época no local. No último encontro, participantes e familiares receberam homenagens pelas doações.

Em um ambiente descontraído, os encontros são realizados em cada troca de estação. A florista conta que a substituição de plantas são feitas para que mais pessoas possam ajudar com novas mudas. Nas reuniões, a equipe do museu organiza uma decoração para que o ambiente fique mais caloroso para participantes que também usam o espaço para realizar um café. “Nessas ocasiões conversamos sobre o projeto, os costumes e lembranças que envolvem o passado de cada um”, complementa Ciliane.

Na última semana, Cecilia Gonzatto foi uma das participantes homenageadas do projeto. Sua paixão pelas flores começou aos 49 anos quando cuidava da mãe, Marta Ruckl Meister. Foi através das plantas que descobriu uma forma de deixar o ambiente mais feliz, fazendo o jardim crescer ao redor da residência. “Minha mãe se foi em 2016, mas foi com as rosas, orquídeas e begônias que lembro de cada momento bom que ela deixou em meu coração. E o jardim continua a crescer”. lembra Cecilia.

A emoção também tomou conta da homenagem à Dolores Ruda. Ao receber certificado pela mãe, Margarete contou que o jardim repleto de flores, folhagens, arbustos e árvores resumiam bastante a personalidade de Dolores. “Hoje sou eu quem cuido do espaço, minha mãe tinha um cuidado enorme com as plantas e chegava até ter ciúmes delas”, comenta. “Ela ficava chateada se alguém descuidasse ao passar próximo a elas, mas mesmo assim as netas conseguiram fazer do Pé de Azaléia uma nave espacial”. Para o museu, foram doadas sementes de miosótis. “Espero que elas possam deixar o museu ainda mais bonito, como foi o sentimento que a minha mãe deixou para mim”.

A última homenageada foi para Maria Dolores Castilho. Quando questionada se sempre gostou de flores não hesita em responder, seu jardim foi tomando forma através das mudas que trazia da casa de familiares assim que se casou. “No meu jardim tenho  narcisos, azaléias, hortênsias, malvas, margaridas, sálvias, orquídeas e suculentas”, conta. “Nos fundos da casa ainda tenho um pomar imenso com caquis, ameixas, amoras e pêssegos”. O amor pelas plantas também é mostrado em fotos, onde os cachorros de Dolores fizeram questão de posar juntos. Para o museu, ela doou sua flor predileta, a rosa.

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