Eu amo Rio Negrinho

CMEI Algodão Doce desenvolve aula sobre esporte paralímpico

No encontro, os alunos conheceram a carreira do paratleta Jarbas Pereira de Souza Filho
05/09/2018 16:06

Estendendo as ações da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, o CMEI Algodão Doce recebeu a visita do  paratleta Jarbas Pereira de Souza Filho. O objetivo foi abrir debates e fazer com que as crianças refletissem sobre o dever de agir com igualdade para promover a inclusão. A iniciativa ainda faz parte do projeto Mobiliza Rio Negrinho, onde as unidades devem desenvolver atividades como oficina, palestras e contação de histórias acerca do tema.

O atletismo faz parte do programa dos Jogos Paralímpicos desde a sua primeira edição, no ano de 1960 em Roma. Mas foi apenas em 1984 que o Brasil conquistou as primeiras medalhas na modalidade. Naquele ano, o país faturou 6 medalhas de ouro, 12 de prata e 3 de bronze. O atletismo paralímpico é praticado por atletas com deficiência física ou visual. Há provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos, tanto no feminino quanto no masculino. Os competidores são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência constatado pela classificação funcional.

Jarbas conversou com alunos sobre o cotidiano e a carreira, ressaltando como sempre conseguiu alcançar os sonhos superando seus limites. Ao abrir a mochila, foi visível a atenção e a curiosidade que cada uma das 50 medalhas atingia os estudantes. O paratleta da modalidade de atletismo de corridas, já esteve representando o país na Alemanha no ranking mundial. Neste ano, classificou-se para o Campeonato Nacional “Brasileirão” na categoria corrida de 800 e de 1.500 metros que ocorrerá  neste mês, entre os dias 29 e 30, no Centro Paraolímpico Brasileiro em São Paulo. O percurso conta com o auxílio do atleta-guia Osni Pereira Branco.

As ações da Semana da Deficiência são estimuladas pela Federação Nacional das Apaes (Fenapaes), e busca anualmente quebrar os tabus para vencer as barreiras da desigualdade. Para isso, é necessário lutar pelo direito das pessoas com deficiência em diversas redes de apoio - social, familiar, escolar e trabalhista - para que essas pessoas sintam-se incluídas e mais preparadas diante as dificuldades do cotidiano.

Para a diretora da unidade Talini Martins, a ideia de trazer um paratleta surgiu como uma forma de mostrar aos alunos as vitórias alcançadas pelas pessoas com deficiência. "Isso é extremamente relevante tanto para os nossos alunos como para o nosso convidado. Mostrando essas práticas esportivas vimos que a autoestima, autoeficácia e a independência são algumas palavras que mais podem ajudar a promover a inclusão social”, ressaltou.

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