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Palestra sobre saúde feminina é realizada em Volta Grande

Planejamento familiar e a importância da vacina contra o HPV foram alguns dos assuntos
04/09/2018 14:42

“Como anda a sua saúde, mulher? Há quantos meses você não vai ao médico ou faz um exame?”. Essas foram algumas das perguntas levantadas para as 55 moradoras de Volta Grande na palestra “Saúde da Mulher” realizada na última semana pela Prefeitura, através da Secretaria de Saúde. A falta de tempo que dificulta a frequência de cuidados básicos e que agravam os sintomas de doenças foi um dos problemas mais ressaltados pela equipe ESF de Volta Grande que coordenou o encontro.

Exames periódicos são essenciais para o diagnóstico precoce de doenças que atingem cada gênero e diferentes faixas etárias. No caso das mulheres, muitos desses exames começam logo após a primeira menstruação ou a iniciação sexual. Os exames de mama, por exemplo, são necessários para verificar a existência de nódulos, secreções e mudanças de cor nos seios. “É importante que as mulheres desde a juventude façam visitas regulares aos postos de saúde, mesmo que não tenha notado aparente anormalidade. Isso é forma de prevenir problemas e uma demonstração de amor consigo mesma”, comentou a secretária de Saúde Fátima Mendes Afonso.

Uma das maiores preocupações do encontro foi com o câncer, para isso as profissionais ressaltaram a importância de fazer o diagnóstico o mais cedo possível. Procedimentos como Papanicolau e exame pélvico são realizados para analisar os órgãos genitais internos e detectar câncer do colo de útero. Ainda, recomenda-se fazer exames de sangue, de glicemia e de colesterol. Além disso, é importante que elas tenham instruções para impedir a infecção por doenças sexualmente transmissíveis.

Os casos provocados pelo Papilomavírus Humano (Human Papillomavirus) ou HPV têm preocupado e muito as unidades de saúde do país. Ele é causador de verrugas genitais e anais, neoplasias e câncer no colo do útero, sendo este o segundo câncer feminino que mais mata no Brasil. A vacina, é fornecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, (SUS), para meninas de 9 a 14 anos e, recentemente, começou a ser oferecida para os meninos entre 11 e 14 anos. A prevalência estimada do vírus no país é de 54,3%, segundo dados do projeto POP-Brasil, que entrevistou 7.586 pessoas nas capitais.

A partir dos 50 anos de idade, a orientação é que as mulheres continuem realizando os exames pélvicos anuais e comecem a fazer mamografia a cada dois anos. Nesta fase, também aumenta a preocupação com a osteoporose. Por isso, somente por meio de indicação médica, são prescritos exames de densitometria óssea. “Vale lembrar ainda que independente da faixa etária, a consulta ao ginecologista deve ser feita pelo menos uma vez ao ano”, complementou Fátima.

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